domingo, 25 de outubro de 2009

Só um momento fraco.

Eu sinto falta do cheiro de sabonete do corpo dela quando ela saia do banheiro... Por varias vezes eu passei sabonete no corpo todo e fiquei um tempo 'curtindo' antes de entrar no chuveiro, só pra ver se eu conseguia ter o mesmo cheiro que ela.
Sinto falta de ouvir o som da risada dela, aguda, estranha, maravilhosa... Ouvir ela rir de algo que eu provavelmente não havia entendido! Ou então de ouvir ela enrolar um inglês horrivel pra cantar uma música que ela só sabe o refrão.
Sinto falta da porta do meu quarto abrindo com um barulho escandaloso (porque ela não sabia abrir sem fazer barulho), e ela falar 'Tá na hora, filha' com uma voz tão doce que aliviava a falta de jeito com a porta.
Eu sinto muita falta de chegar da escola berrando 'Mãe, cheguei', e que ela me perguntasse sobre meu dia, e falar tudo sobre todo mundo e depois sentar na mesa com eles e comer algo que ela fez pensando se a gente ia gostar ou não.
Sem duvidas eu sinto falta da roupa passada na minha cadeira, e a eterna briga pra que eu a guardasse. Eu nunca fiz isso de primeira!
A emoção era : 'Carol, guarad a roupa.'
2 semanas depois: Caroline, você pode guardar a roupa na tua cadeira?!
3 semanas depois: 'Filha, sua roupa tá guardada; arrumei sua gaveta. Que papel é esse aqui?
'Vai sair de novo? Tal hora em casa. Tá indo muito pra casa do Pedro. Vai lá comprar pão. Caroline arruma o quarto! Você vai ver quando eu contar pro teu pai...
Na verdade eu nunca vi nada, porque ela nunca me entregou.
Chorar no colo dela, ver ela virar uma onça pra me proteger de quem me machucava, fazer ela me colocar na cama TODOS OS DIAS, inclusive ela colocavba o cobertor em mim algumas vezes, porque eu jogava no chão pra ela fazer isso de novo. E por fim ela me dava um beijo de boa noite, mandava eu sossegar o 'faxo' (?) e dormir.
São pequenos os detalhes... trechos de conversas.
Um olhar apenas. A voz, o cabelo, o toque, o jeito, o cheiro, a vida.
Eu sinto falta dela.

Não que eu goste de assumir fraquezas ou parecer vulverável. Mas essa é uma falta que eu jamais vou suprir. Uma vez ela me disse que eu era parte do coração dela, e mesmo que as vezes eu siga sorrindo, brincando e dizendo 'Tudo bem e você?' ela levou essa parte com ela. Eu nunca mais vou ser inteira.

4 comentários:

Paulinha disse...

eu sempre me recordo de você como exemplo de vida Carol :)
as vezes quando me sinto fraca demais, eu penso que tenho uma amiga que me deu todos os exemplos e sentido pra ser forte, e isso que você escreveu, é uma das coisas mais linda que ja li *-*
quando precisar de mim, estarei sempre aqui :D
si cuida! ;*

Amanda disse...

Carol, que lindo! Também é a coisa mais linda que eu já li.

Amanda disse...

P.S.: Quem é essa Paulinha? Paula de Morais? :O Tou com saudade!

Anônimo disse...

Olá Srta. K, gostei do seu post. Só quem já passou por isso pode entender, saudade é a palavra q nos acompanha dia e noite. Infelizmente não dá pra voltar no tempo, só nos resta as lembranças. E é bom lembrar de coisas/fatos com carinho, sinto falta do meu pai, por isso procuro ficar bem pra não deixa-lo preocupado, pra q ele não fique mal. Sei q seu eu ficar bem, ele tbm vai ficar. Acredite nisso!

Então, sentiu minha falta, né. (risos)

beijos... beijos...

*B