quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Untitled.

Tava lendo o blog e me deu uma vontade inacreditável de apagar tudo e começar de novo. Bom, não tenho esse direito. Mas é que uns 80% das postagens são depressivas. Deus, como somos chatas! (Desculpe te incluir, Carol!).
Sabe que eu achei muito, muito chata essa coisa da abstração. Ninguém entende nada mas você se sente feliz por isso. Sei lá, agora que eu tou de férias achei que poderia me dedicar mais à isso. De repente contar as coisas como elas são e ver se conseguimos algumas opções. Tudo bem.
Como eu disse, tou de férias. Não da escola, do estágio. Mas eu não tenho vontade nenhuma de sair de casa. Muito menos rumo a escola. Tenho me sentido triste em muitas situações, aqui. As vezes por simplesmente não me sentir capaz de realizar nada em particular. O vestibular tá chegando e não porque não gosto de ver as pessoas que conheço indo pra frente, mas por ter certeza que não vou conseguir suportar mais um ano sendo deixada para trás. Ao passo que também tenho medo de não gostar do curso ou que as pessoas não tenham muita paciência comigo. Não sei, mas acho que essas inseguranças podem ser boas. Pelo menos, sempre serviram pra me fazer desistir de coisas perigosas.
A vida anda assim. Só consigo ter vontade de ir na ETE quando consigo ter certeza que a Gabi vai. Ainda assim, nunca se pode ter certeza quanto à pontualidade dela. O Cláudio também tá de férias comigo, mas a gente tá conseguindo se ver bem menos que antes. E mesmo que eu ache muito bom que ele fique mais com as crianças, sinto muita falta de ficar perto dele também. Ah, me sinto uma idiota apaixonada, sem identidade! Isso me deixa frustrada algumas vezes. A gente andou brigando tanto esses dias. Não sei nem porque isso ainda consegue me deixar tão absurdamente mal como da primeira vez. Parece que o mundo vai acabar e ele já acabou tantas vezes! Mas no final eu não tou nem aí. Não tem como dizer que ele não exerce aquele encanto do início sobre mim. Não tem como ficar pensando que vou deixar de amá-lo, porque cada briga me faz amar mais e mais. E acho que só assim, toda a dor que ele me causou, toda aquela decepção tão cruel vão poder sair da nossa vida. Não que seja fácil.
Na minha casa tudo anda "bem". Entre aspas tudo o que não é constante. Meu irmão tá namorando uma menina e a minha mãe tá cada vez mais desesperada. Acho que uns lances com o meu pai também colaboram pra deixar ela naquele estágio bem avançado de desespero. Mas as vezes ela fica muito bem, como hoje.
Ah, e eu tou aqui. Torcendo pra não ficar (mais!) paranóica, torcendo pra que aquela mulher horrível consiga ter vontade de me deixar em paz e de querer o que não é mais dela. Torcendo pra ser mais inteligente. Deus me ajude a não complicar mais as coisas. Me ajude a conseguir continuar acreditando que a bondade pode estar sumindo, mas não completamente. Bom, acho que escrevi muita coisa inútil, mas opiniões são sempre bem-vindas.
Vou arrumar uma coisa útil pra fazer! :*

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