quinta-feira, 30 de junho de 2011

Se chorei ou se sorri....

"Amigos eu deixei..

Saudades eu senti partindo..
E as vezes eu deixei
Voce me ver chorar sorrindo...(8)"



Estou indo embora mais uma vez. E novamente não tem nada de simples nas decisões que devo tomar. Cada mudança adiciona no meu curriculo mais uma dúzia de experiencias. Cada mudança me faz deixar partes de mim para tras. Pensar que dia 17 de janeiro de 2009 eu estava deixando Lorena olhando pelo retrovisor meus amigos ficando... o cara que eu queria ficando, minha familia ficando... Mal sabia eu, que estava deixando a melhor parte de mim.
Viver aqui definitivamente não foi fácil. Ser a "Paulsita", intrusa, sozinha, deslocada, dona de casa, mãe, namorada a distancia... confesso que nunca quis vir pra cá, mas não tive muitas opções. Não me arrependo, nem lamento. Conheci pessoas, fiz amigos, ouvi histórias, aprendi a sorrir mesmo acordando às 4:30 da manhã, a ouvir minha solidão e arrumar forças dentro de mim, me decepcionei e me levantei meio incerta da vida.
Cometi loucuras, conheci uns limites, e acreditei que as esquinas erradas me fariam mais normal. Não fizeram. E agora coloco de novo as lembranças na mala, os amigos no coração, e com o msn mais carregado de contatos eu vou embora novamente. Encontrar um caminho novo, uma experiencia nova, algo ou alguem que me aceite toda cheia de falhas e de "pedaços" faltando. Vou atras de brilho pros olhos mesmo morrendo de medo dos passos errados que eu vou dar, das lágrimas que eu vo derramar, das cicatrizes que eu vou somar. Medo de tomar a decisão incorreta e que isso me leve ao destino que um dia juraram que eu teria.
Ah, o Rio de Janeiro que não me mostrou seu lado lindo, e que quando quis, eu me recusei. o Rio que me diferenciou pelo meu sotaque mas que me acolheu no seu sol de todo mundo. Vou sentir falta dos S's e R's chiados rsrs, da simpatia, da alegria, dos churrascos de segunda a segunda. O que tiver que ficar, que fique.
Aos amigos da faculdade, da dança, da van, da rua, do bairro... aos cariocas eu deixo meu Muito Obrigada. Embora eu não seja desse chão, o tempo que permaneci aprendi, vivi, me fiz e cresci por fim.
Agora a menina presa dentro do corpo da mulher guarda na caixinha as fotos e os sorrisos, faz bico e chora, mesmo sabendo que isso nunca adiantou. Ela sempre fica bem... ela tem de ficar.

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