domingo, 24 de novembro de 2013

Cabelo meu!

Aaaa como eu sou atrasada!! Nunca tinha visto este vídeo e estou simplesmente in love!!

"Cabelo, cabelo meu se você não fosse meu eu não seria tão... Eu"




Apoveitando que estamos falando de cabelo, olhem quem veio me visitar hoje?? Meus cachinhos!!  rs
Nesta parte do cabelo já quase não tenho mais química :)


Por hoje é só, só passei pra compartilhar o vídeo e minha felicidade com meus cachinhos! rs
Beijos bonitas e bonitos ;)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Cabelo em transição

Boa noite bonitas!!

Estas últimas semanas foram de muitas decisões, muitas das minhas insatisfações foram resolvidas, mas isto irei contar em um outro post. Hoje estou aqui para compartilhar com vocês uma decisão que tomei. Na verdade comecei minha mudança a mais de um ano e agora influenciada por tantas histórias que li nos últimos dias e aproveitando meu momento de alto estima decidi ir fundo.

Pra quem não sabe eu tenho o cabelo todo cheio de cachinhos e a cerca de dois anos e meio me rendi ao relaxamento por ser mais "cômodo". Passei mais de um ano relaxando o cabelo e confesso que era mais prático fazer uma escova, porém toda as vezes que fazia relaxamento voltava com uma ferida ou outra na cabeça, cabelo que quando molhava tinha um cheiro forte e com o passar do tempo suuuper ressecado e difícil de pentear molhado, gastava uma fortuna com hidratações e reconstruções que só adiantavam na hora. Com tudo isso meu último relaxamento foi em set/2012 e sigo firme e forte só na base da escova, com o cabelo com duas texturas, mas sigo.

Ao longo deste um ano e 2 meses sem relaxamento notei meu cabelo voltando a ter brilho, ser fácil de pentear e fui me re-apaixonando pelas minhas molinhas. Confesso que não vem sendo fácil, mas tá na hora de me aceitar como eu sou! Poder sair na chuva sem medo de estragar a chapinha, não ficar sempre me preocupando se a raiz já está grande e que tenho que marcar retoque. Tenho lido muito e acompanhado outras "cacheadas" em transição e isto tem me dado forças pra continuar. Não tenho coragem de fazer o BC = Big Chop (grande corte) e eliminar toda a química de uma vez, mas aos poucos eu chego lá e quando conseguir meus cachinhos de volta eu mostro pra vocês.

Sei que vai ser complicado, sei que muitos vão criticar, mas sei também que vou me sentir em "paz" comigo, por me aceitar como sou. Porque bom mesmo é ser natural. =)





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Quem me estuprou

Li esse texto em um Face e achei muito muito importante compartilhar em qualquer meio de comunicação, provavelmente vou postar no meu... e onde mais eu puder. Porque não devo ser a única que têm medo dessa violência, medo de ser violada, medo de ser diminuída, tenho medo de quem me come com os olhos e medo da sociedade que defende essa falta de respeito. É longo, mas vale a leitura! “Quem me estuprou. Hoje fui estuprada. Subiram em cima de mim, invadiram meu corpo e eu não pude fazer nada. Você não vai querer saber dos detalhes. Eu não quero lembrar dos detalhes. Ele parecia estar gostando e foi até o fim. Não precisou apontar uma arma para a minha cabeça. Eu já estava apavorada. Não precisou me esfolar ou esmurrar. A violência me atingiu por dentro. A calcinha, em frangalhos no chão, só não ficou mais arrasada do que eu. Depois que ele terminou e foi embora, fiquei alguns minutos com a cara no chão, tentando me lembrar do rosto do agressor. Eu não sei o seu nome, não sei o que faz da vida. Mas eu sei quem me estuprou. Quem me estuprou foi a pessoa que disse que quando uma mulher diz “não”, na verdade, está querendo dizer “sim”. Não porque esse sujeito, só por dizer isso, seja um estuprador em potencial. Não. Mas porque é esse tipo de pessoa que valida e reforça a ação do cara que abusou do meu corpo. Então, quem me estuprou também foi o cara que assoviou para mim na rua. Aquele, que mesmo não me conhecendo, achava que tinha o direito de invadir o meu espaço. Quem me estuprou foi quem achou que, se eu estava sozinha na rua, na balada ou em qualquer outro lugar do planeta, é porque eu estava à disposição. Quem me estuprou foram aqueles que passaram a acreditar que toda mulher, no fundo no fundo, alimenta a fantasia de ser estuprada. Foram aqueles que aprenderam com os filmes pornô que o sexo dá mais tesão quando é degradante pra mulher. Quando ela está claramente sofrendo e sendo humilhada. Quando é feito à força. Quem me estuprou foi o cara que disse que alguns estupradores merecem um abraço. Foi o comediante que fez graça com mulheres sendo assediadas no transporte público. Foi todo mundo que riu dessa piada. Foi todo mundo que defendeu o direito de fazer piadas sobre esse momento de puro horror. Quem me estuprou foram as propagandas que disseram que é ok uma mulher ser agarrada e ter a roupa arrancada sem o consentimento dela. Quem me estuprou foram as propagandas que repetidas vezes insinuaram que mulher é mercadoria. Que pode ser consumida e abusada. Que existe somente para satisfazer o apetite sexual do público-alvo. Quem me estuprou foi o padre que disse que, se isso aconteceu, foi porque eu consenti. Foi também o padre que disse que um estuprador até pode ser perdoado, mas uma mulher que aborta não. Quem me estuprou foi a igreja, que durante séculos se empenhou a me reduzir, a me submeter, a me calar. Quem me estuprou foram aquelas pessoas que, mesmo depois do ocorrido, insistem que a culpada sou eu. Que eu pedi para isso acontecer. Que eu estava querendo. Que minha roupa era curta demais. Que eu bebi demais. Que eu sou uma vadia. Ainda sou capaz de sentir o cheiro nauseante do meu agressor. Está por toda parte. E então eu percebo que, mesmo se esse cara não existisse, mesmo se ele nunca tivesse cruzado o meu caminho, eu não estaria a salvo de ter sido destroçada e de ter tido a vagina arrebentada. Porque não foi só aquele cara que me estuprou. Foi uma cultura inteira. Esse texto é fictício. Eu não fui estuprada hoje. Mas certamente outras mulheres foram.” — Aline Valek.