terça-feira, 26 de agosto de 2014

Breves passagens

Que seja uma postagem a cada 6 meses. Alguma coisa sempre me traz de volta. Algum sentimento angustiado, algum momento dolorido, seja lá qual for a dor, ela me traz de volta pra cá. Pras palavras intensas de drama sincero, pro transbordar de alma que não me sai pelos olhos e carrega meu semblante. Me entrego de novo a firme tarefa de 'ser forte' perante o mundo, e me deixo pequena aqui nas linhas todas... Blogger aparentemente decidiu mudar de XML para HTML, e como meus dias de vadiagem saudável passaram, não tenho mais tanto tempo pra me preocupar com a imagem de topo, por tanto deixa os pássaros por ai, de repente encontro neles a liberdade que eu tanto busquei. Só uma observação quanto a uma passagem do ultimo texto, algo sobre voltar como se nada tivesse acontecido de fato. Pois bem, não volto. 'Nunca mais' será pouco pra mim.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

If you let me...

Passei belos dias de angustia. Passei de um jeito que não imaginava nem esperava passar de novo assim tão do nada... e são tantos altos e baixos somados aos picos hormonais e à minha personalidade inconstante que tem dias que eu rezo com toda a fé que ainda existe em mim para isso acabar logo, e tem dias que eu estou tão perdidamente encantada que tudo o que eu vejo é esperança de dias melhores... Os dias de angustia não terminaram, nem as infinitas palavras que eu engulo toda vez que dou 'boa noite'. Sinto uma saudade duída, que só quem tem o dom da intensidade sabe o que é. Aquela que te faz pensar onde será que tem remédio pro coração, pra curar, pra desviar, pra te deixar dormir em paz e nao acordar pensando. Lembrei que escrever me ajuda a deixar a 'doença' sair, que nem meu corpo ta fazendo... buscando uma forma de me mostrar que não ta bem, eu preciso mostrar que não estou bem. Claro que no momento estou ignorando todos os outros detalhes que contribuem para isso, que não são poucos, muito menos são detalhes, mas gosto de chamar assim porque são solúveis, meu coraçao apertadinho é quase uma sentença. Eu sei que passa, mas sei que demora. Vamos por pra fora então, colocar as palavras que eu engoli naquelas ligações. Eu teria tentado, eu teria esperado, eu teria me entregado por inteira com o mínimo de retorno.. sem dúvida eu cansaria, mas sabe-se lá o que poderia acontecer até que eu desistisse de fato? Eu seria capaz de mostrar o que você não viu, te fazer sentir o que não sentiu, e entender o que é estar a dois. Eu teria te acolhido na sua indecisão, preocupação, protelação e em tudo o que você precisasse. Eu teria te ouvido, teria falado, teria chorado sua dor e sorriria com você. Eu teria me preocupado, brigado, cobrado e ligado de madrugada pedindo desculpas por todo o estresse que a TPM me causa te acusando de me enlouquecer. Eu, definitivamente, teria amado você até você conseguir me amar de volta... sem amarras, sem empecilhos, sem velhos fantasmas... muito provavelmente eu te ajudaria, não a esquecer, mas a lembrar com doçura de algo que não poderia ter dado certo. Mas talvez você ainda creia que possa dar, e quem sou eu para dizer que não? Eu poderia ter feito o que fosse preciso, mas é preciso mesmo que eu me afaste e te deixe curar sua dor, tentar ou não tentar de novo, dar seus passos sozinho sem meus olhos carregados de súplica e transbordando todo o sentimento que eu, sem ao menos notar, guardei pra você. Então eu vou sim, recolher os 'Bons Dias' e todo o resto. Vou recolher esse caminho de pão que deixei pra você me achar, vou me recolher e me permitir curar o que é meu. Te dar um ultimo beijo e finalmente deixar passar... como tudo o que eu já passei. Vou desejar o seu melhor, mas não vou ver. Um dia eu volto sorrindo, brincando e fazendo graça com o que passou, vou te ver e te ouvir como a amiga que sempre fui. Agora vamos juntar o sentimentalismo barato e voltar à vida normal. Eu te amaria criança, com todos os seus defeitos e qualidade... sem dúvida alguma eu amaria...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

agonia reprimida.

Não diz pra eu não esperar. Não diz que não sabe se quer. Não diz que não vai me magoar. Não me liga de madrugada. Não me elogie. Não me olhe com olhos doces. Não tente me seduzir. Não seja meu amigo. Não me faça rir. Não more em meus pensamentos. Pelo amor de Deus não faça com que eu me envolva. Não faz não. Não me deseje. Não me desperte essa agonia exagerada que consome o ar dos meus pulmões e me impede respirar. Não me dê abraços. Ignore minhas mensagens. Não aja como se pudesse ser meu um dia. Não tira a minha paz, eu ficaria de joelhos a implorar dias tranquilos de volta. Não desperte borboletas em mim. Não faça parte da minha vida, porque em algum momento vou deixar de imaginar ela sem você.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Estresse

Layout maldito que nao deixa as coisas como eu quero. Me aguarde.

17 outra vez.

Quando vem essa necessidade louca de escrever que eu percebo que tem coisa errada por aqui. Essa angustia estranha que consome os dias, os orgãos , os pensamentos. To consumida! To com o modo neurotic ativado e eu nunca sei como desligar essa budega. Isso que dá ficar tanto tempo com aquela pose de 'Sorria e acene', ai chega um sorriso de volta que te deixa tão perdida que o aceno até murcha. Pronto, vem problema, vem desespero, vem hipóteses, vem o 'e se', vem noites em claro, lágrimas sem motivos, sorrisos bestas pro vazio. Vem essa minha versão que dá náuseas no meu eu racional, mas que todo o resto adora porque é muito menos amarga e vive voando por ai. Sei lá em que esquina vou terminar essa história e confesso com português chulo e baixo: to com o cu na mão. To mesmo, morrendo de medo no alto dos meus 22 anos de baixar a guarda e arranjar problemas que eu vivo bem sem, mas era impossivel nao me render a tantos encantos... deixa ser pra ver se da uma balançada nessa monotonia de mundo.. deixa ser pra ver se é. 'Mesmo sem motivos, sem sentido, sem saber.. Andei fazendo planos pra você...'